OU ABRIMOS COMO DEVE SER, OU NÃO ABRIMOS DE TODO


Dia 9 de março de 2020 a Universidade de Lisboa antecipa-se ao Governo e à Sociedade Civil e decide terminar com as aulas presenciais. 400 dias de distância, de solitude e de abandono do Estudante por parte da Academia e por parte do Governo.


Dia 23 de Junho de 2021 o Vice-Almirante Gouveia e Melo levanta ligeiramente o pano negro de uma Academia em luta. Somos, depois de meses, que como alimentados com um resto de esperança, sendo dada a possibilidade dos Estudantes se vacinarem a partir de 4 de julho. 400 dias de repúdio governativo depois, parece que, em setembro, poder-nos-emos voltar a traçar, tocar e conviver. Ouvir o bater das pandeiretas num mais espetáculo das nossas tunas universitárias, num mais espaço das nossas escolas, num mais dia na nossa Universidade.


A Associação Académica da Universidade de Lisboa está, como toda a academia, há mais de um ano num perpetuo luto académico que parece não ter fim. A vacinação é um não assunto. Não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida que não pode mais ser adiado.

Se o Governo for incapaz de realizar o plano de vacinação e a Academia forçada uma vez mais às grilhetas do digital, à distância do virtual, ao eco infinito da gravação, a Associação Académica da Universidade de Lisboa ver-se-á forçada a ter de ameaçar o fecho da Universidade em setembro.


Retomar ao não presencial, ao não pedagógico, ao não amigo, à não Universidade, não é uma opção. Retomar, mas retomar na totalidade, no presencial, na academia, nas escolas, nas salas de aula é a única forma de retomar. A retoma, a não se realizar desta forma, não se realizará de nenhuma forma no que depender dos Estudantes.


Setembro. O Governo tem de garantir o acesso às vacinas, à Universidade, ao ensino superior de qualidade, previsto na nossa Constituição, na nossa República, na nossa Academia. A Associação continuará a acompanhar o Governo e a Sociedade.


Setembro. Ou abrimos como deve ser, ou não abrimos de todo.


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