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Mensagem da Presidente da Direção-Geral

Caras e Caros Colegas,

Após anos de debate e expectativa, chegaram finalmente algumas das reformas estruturais por que tanto ansiámos. A revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, a reforma da Lei da Ação Social e as alterações ao Regime Jurídico dos Graus e Diplomas representam mudanças há muito aguardadas, que terão impacto direto na vida dos estudantes. Contudo, estas transformações só serão verdadeiramente bem-sucedidas se contarem com a participação ativa daqueles que delas serão os principais destinatários. Não podemos, nem vamos, permitir que estas reformas aconteçam sem o envolvimento integral dos estudantes.

 

É com esse sentido de responsabilidade que avançamos neste mandato, determinados a reforçar o papel da AAUL como um espaço de diálogo, cooperação e construção coletiva. A Universidade de Lisboa é composta por 19 Escolas, que representam a diversidade e a dimensão da nossa comunidade de mais de 52 000 estudantes. Como estrutura representativa de todos estes estudantes, reconhecemos que a diversidade é uma das nossas maiores forças, mas também aquilo que nos desafia a criar mais oportunidades de encontro, partilha e discussão entre estudantes de toda a Universidade.

 

Por isso, este será também um mandato dedicado à promoção da união académica. Acreditamos que uma academia mais forte se constrói através do conhecimento mútuo, da colaboração e do sentimento de pertença a uma casa comum.

 

É precisamente neste contexto que o papel da AAUL se torna ainda mais relevante. Perante mudanças desta dimensão, não podemos dispersar energias em divisões estéreis nem permanecer presos a quezílias há muito ultrapassadas. Os desafios que enfrentamos exigem maturidade, capacidade de diálogo e uma visão comum para o futuro do ensino superior. Independentemente da Escola, da associação ou da estrutura que representamos, partilhamos preocupações que nos unem: o acesso e a permanência no ensino superior, a ação social, o alojamento, a mobilidade, a saúde mental e a preparação para a entrada no mercado de trabalho.

Este será, por isso, um mandato marcado pela construção de pontes. Pontes entre Escolas, entre estruturas estudantis e entre diferentes formas de viver a academia. Acreditamos que uma comunidade académica mais unida é também uma comunidade mais forte, mais influente e mais preparada para responder aos desafios que temos pela frente.

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