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Mensagem Presidente da Direcção-Geral Cessante - Final de Mandato


A Associação Académica da Universidade de Lisboa, enquanto estrutura representativa dos estudantes da maior Universidade do país, assume uma importância central na realidade académica e estudantil da Academia Nacional. Importância que é materializada na contínua necessidade de responder, de uma forma universal e eficaz, aos problemas e necessidades de todos os Estudantes da Universidade de Lisboa. Problemas que, pela sua natureza, pelo seu carácter, se assumem como extensíveis a todos nós, globalmente considerados.


No entanto, e tal como todas as estruturas representativas estudantis existentes, a Associação Académica da Universidade de Lisboa viveu momentos de maior turbulência e instabilidade que impunham a necessidade de um projeto pensado, bem estruturado e rigoroso que permitisse a sua superação da realidade emergente. Foi, precisamente, partindo dessa premissa e após o período delicado vivido durante o verão de 2021, que nos propusemos a Erguer, Efetivar e Evoluir a Associação Académica de todos os estudantes da maior Universidade do país. Aqui chegados, podemos orgulhosamente concluir que cumprimos com os nossos desígnios e principais objetivos. Cumprimos e honrámos a tarefa que os Estudantes da nossa Academia nos confiaram, em setembro último. Um sentimento de missão cumprida que assentou em premissas fundamentais, que sempre presentes durante o nosso mandato, marcaram o percurso projetado: a Estabilidade, a Adaptação, o Sucesso, a Confiança.


Estabilidade. Procurar recentrar e enquadrar a AAUL no mundo associativo da nossa Universidade foi uma das principais prioridades estabelecidas. Assumir a nossa condição, fazendo as pazes com a história da nossa estrutura, e posicioná-la política e institucionalmente na nossa Universidade, foi algo que assumimos como essencial para o preconizar do nosso sonho. Decisões estruturantes tiveram, por isso, de ser adotadas: o Reconhecimento da AAUL enquanto Federação, apenas e exclusivamente para os direitos e benefícios atribuídos por lei, e o assumir do seu carácter puramente Associativo na vida interna da ULisboa, assente na premissa eleitoral direta e universal. O carácter sui generis e híbrido da nossa estrutura teria de ser assumido pelos seus dirigentes, numa clara lógica de coerência histórica com os nossos antecessores mais distantes: a AAUL enquanto Associação com carácter federativo, cuja essência reside na força estudantil, expressa através do voto de cada estudante da nossa Universidade. Só assim, seria possível estabilizar a estrutura e clarificar, decisivamente, junto das demais Associações de Estudantes da nossa Academia, o posicionamento da AAUL e o respeito, estatuária e legalmente previsto, pelas suas esferas de atuação e de competência.


Adaptação. Perante uma estrutura institucional e financeiramente fragilizada, sem qualquer fonte de financiamento, desde 2016, foi necessário adaptar, continuamente, as nossas projeções e ações, ao longo de todo o mandato. Garantir o cumprimento do nosso Plano de Atividades e a realização das nossas iniciativas assumiu sempre uma premissa da qual, jamais, nos poderíamos afastar. Conscientes de toda a realidade conjuntural (e que conhecíamos como incerta, desde o início da nossa caminhada, apesar de todo o planeamento efetuado) e em constante mutação, soubemos ter a capacidade de adaptação que se exigia. Uma adaptação que se assumiu como financeira, na procura de formas alternativas e sustentáveis de financiamento, junto das demais entidades académicas e comerciais: alternativa que garantia a subsistência mínima necessária para cumprir as obrigações financeiras com as demais entidades credoras. Uma adaptação logística e material, por outro lado, através da contínua revisão das estratégias a adotar na concretização das iniciativas planeadas e da redefinição da calendarização pré-definida ao longo do mandato, cenário do qual resulta a realização de reuniões departamentais regulares e cerca de 25 reuniões de Direção-Geral, com periodicidade semanal, em 6 meses, correspondentes a mais de 50 horas de discussão e abordagem dos temas mais delicados e fracturantes, por parte dos 15 membros que compõem o órgão executivo, em simultâneo. Uma adaptação que se verificou igualmente, na realidade institucional através da contínua superação dos entraves históricos existentes e da desconstrução, junto de todas as entidades político-institucionais da realidade da Associação Académica da Universidade de Lisboa: a afirmação de uma estrutura presente, participativa e defensora dos interesses e dos direitos de todos os seus estudantes.


Sucesso. A subjetivação do conceito de “sucesso” é patente e é por nós acolhida. No entanto, e recorrendo a um exercício de comparação efetiva entre a realidade histórica dos anos de 2016 a 2019 e do verão de 2021, e a realidade que hoje encontramos e apreciamos é possível afirmar que a Associação Académica da Universidade de Lisboa assume um papel presente e determinante no panorama estudantil e no quadro académico, em que se insere. Alcançámos, por isso, os principais objetivos com os quais nos comprometemos. O sucesso da nossa missão está patente nas conquistas e nas metas alcançadas ao longo dos últimos meses:


  • Estabilização institucional e política da nossa estrutura e as boas relações com os demais agentes da comunidade académica e da sociedade civil (Reitoria, Poder Local, Poder central, Grupos de Estudantes, Associações e Federações, agentes sociais);

  • Regularização dos dossiers financeiros mais significativos com a liquidação do passivo mais substancial e o cumprimento pontual de planos de pagamentos contratualizados;

  • o Efetivação, pela primeira vez desde 2016, de candidaturas aos apoios financeiros previstos nos Programas de Apoio Estudantil e consequente celebração com o IPDJ do Protocolo do Programa de Apoio Estudantil (PAE), após aprovação das mesmas, significando o importante encaixe monetário nos cofres da Associação;

  • Ação respeitadora dos limites estatutariamente impostos e das esferas de competência e de atuação das Associações de Estudantes da Universidade de Lisboa, estabelecendo uma estratégia de cooperação no tratamento das principais matérias estudantis;

  • Participação nos principais fóruns estudantis de discussão, de dimensão local ou nacional;

  • Acompanhamento dos acontecimentos conjunturais na ULisboa, através do contacto efetivo com os Serviços Centrais da Universidade, com os Conselheiros Gerais e Senadores dos Órgãos Universitários, com as Associações de Estudantes associadas e não associadas e com os estudantes globalmente considerados;

  • Estratégia de Representação Externa e Institucional programada e estrategicamente pensada, com vista a otimizar recursos e a maximizar os resultados pretendidos;

  • Efetivação e cumprimento de uma estratégia de credibilização comercial e de relações externas, assente no estabelecimento de parcerias comerciais com novas entidades;

  • Realização de mais de 30 atividades e iniciativas, num espaço de 6 meses de mandato;


Confiança. Assumi, do ponto de vista pessoal, com a aprovação da equipa que me sustentou durante os últimos meses e que comigo compôs a atual realidade, a Confiança “como derradeira e fundamental premissa para a concretização do nosso sonho e da nossa missão” (Discurso de Tomada de Posse, outubro de 2021).


A nossa confiança num futuro melhor, nos nossos estudantes, na nossa estrutura, na nossa Universidade, na nossa comunidade. Mas sobretudo a confiança daqueles que por nós são representados e daqueles que connosco partilham a honrosa tarefa de defender os direitos dos nossos estudantes.


É por isso, hoje, possível aferir, após meses de trabalho e dedicação consistentes e sustentáveis, que o sonho de união de uma Universidade se assume, mais do que nunca, como combustível inesgotável que manteve (e mantém) acesa a chama ardente da materialização e corporização de uma estrutura, cuja existência resida na elevação da identidade estudantil, da maior Academia do país. Uma estrutura que seja o garante da consideração global dos nossos estudantes. Uma estrutura que seja a garantia da sua representação, como um todo.


É possível hoje afirmar que garantimos as bases para o desenvolvimento da Confiança na nossa Academia, que semeámos a credibilidade da nossa estrutura e o otimismo quanto ao futuro da mesma.


A AAUL sobreviveu aos desafios dos tempos e às mudanças da nossa Comunidade. A vitalidade foi assegurada: todos poderão contar, hoje, com uma AAUL forte, presente e ativa na defesa dos interesses dos seus estudantes.


A AAUL representa a concertação de vontades e interesses dos nossos estudantes. É o polo de consenso, o encontro de opiniões e de visões sobre a nossa academia, sobre o nosso mundo. É diversidade concertada e pluralismo assegurado. É liberdade. É democracia. Erguemos. Efetivámos. Estão lançadas as bases para Evoluir.


Viva a Associação Académica da Universidade de Lisboa!

Viva a ULisboa!

Vivam os seus Estudantes!


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